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Páscoa e Chocolate: uma antiga tradição cristã!

Páscoa e Chocolate: uma antiga tradição cristã!

A Páscoa é uma data muito especial para a civilização cristã, assim como o Natal. É nesta época que celebra-se a ressurreição de Jesus Cristo, o que para muitos tem o significado de RENOVAÇÃO. Aqui no Brasil, como a grande maioria da população é cristã, existe uma grande cultura para a Semana Santa; e na Sexta-Feira Santa costuma-se evitar o consumo de carnes, priorizando peixes, especialmente o bacalhau.

Já o coelho da Páscoa e os ovos tiveram origem nas civilizações antigas e simbolizavam fertilidade. No Antigo Egito, o coelho representava a preservação da espécie e esperança de uma vida nova. Nas religiões cristã e judaica, esse animal simboliza exatamente a vida nova e o renascimento; e os ovos, a fertilidade.

No domingo, existe a celebração da Páscoa propriamente dita. É quando as famílias se reúnem para um grande almoço e troca de ovos de chocolate. E esse é um período em que normalmente há muitos excessos alimentares, e que acabam se prolongando por um tempo, até que os ovos terminem.

O chocolate foi inicialmente utilizado como bebida, um tanto amarga, feita da mistura de cacau torrado com água. Em meados do século XVIII, os franceses desenvolveram o chocolate com uma consistência sólida, porém mais pastosa do que a atual. Em 1910 que finalmente a barra de chocolate começou a ser vendida.

Todos já sabem que o chocolate é rico em calorias, açúcar e gorduras saturadas podendo contribuir para o aumento dos níveis de colesterol, risco de doenças cardiovasculares e aumento de peso quando consumidos em grandes quantidades. No entanto, a ciência vem provando que existe um tipo que trás grandes benefícios à saúde: o chocolate AMARGO (com 70% ou mais de cacau).

Antes de comentar sobre ele, vamos conhecer as variações do  chocolate:

•    Chocolate ao Leite: A massa de cacau é substituída em parte por leite em pó, resultando em um gosto mais adocicado;

•    Chocolate Amargo: Possui grande concentração de massa de cacau e pouco açúcar;

•    Chocolate Branco: Contém manteiga de cacau ao invés de massa de cacau; (Alguns experts não consideram o chocolate branco como sendo chocolate)

•    Chocolate em Pó: Usado em receitas, trata-se de amêndoa de cacau ralada destituída da manteiga de cacau. Pode ser amargo (recebe o nome de Cacau em Pó), meio amargo e doce;

•    Achocolatado: Usado para misturar com leite, é composto basicamente por chocolate, leite em pó e açúcar;

•    Chocolate para Cobertura: Concentrado em mateiga de cacau, que lhe dá a propriedade de derreter com facilidade e que facilita o acabamento e o brilho nas coberturas. São comercializados em três tipos: meio amargo, branco e comum (ao leite).

Apesar de oferecer mais calorias prevenientes basicamente de gordura e açúcar, o chocolate também é rico em proteínas, além de ser boa fonte de minerais como ferro, magnésio, potássio e fósforo, e vitaminas do complexo B.

Muitos estudos têm demonstrado que somente o CHOCOLATE AMARGO, devido à alta concentração de cacau, possui alto teor de flavonóides e polifenóis, substâncias antioxidantes que podem auxiliar na redução dos riscos de doenças cardiovasculares. Sendo assim, o chocolate amargo é a melhor opção dentro dos muitos oferecidos no mercado. Este tipo de chocolate possui ainda alta concentração de catequinas encontradas no cacau, que agem nas artérias, promovendo, entre outros benefícios, o controle da pressão arterial. Em média, o chocolate amargo possui o triplo de antioxidantes do que o chocolate ao leite. Por isso, quanto maior o teor de cacau (preferencialmente 70%), maior os benefícios fornecidos ao organismo.

Porém, deve haver cuidado para que um hábito que é peculiar à Páscoa não se estenda por muito tempo após este período. Pequenas quantidades em situações especiais como nessas festividades não comprometem a saúde nem a boa forma. Uma boa dica é não comprar ovos enormes, o que pode prolongar a "temporada de Páscoa". Ainda, ao invés de comer grandes quantidades de chocolate de uma só vez, é muito melhor que pequenas quantidades sejam ingeridas por dia. 30g de chocolate (equivale a uma barrinha pequena ou 4 quadradinhos da barra grande) por dia não é considerada exagerada, desde que esteja inserida em uma dieta saudável, rica em frutas, verduras, legumes, proteínas magras e cereais integrais, e que contenha baixo teor de gordura e açúcar.

Por isso, aproveite esta época tão especial mas sem exageros!!!

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Creatina

Creatina

A creatina (ácido acético metilguanidina) é uma amina nitrogenada, considerada pela comunidade científica como um dos recursos mais apreciados para aprimoramento do condicionamento físico em resposta ao treinamento, principalmente em exercícios de alta intensidade e curta duração.

De forma endógena, sua síntese inicia-se nos rins, onde uma molécula de arginina é associada à glicina, com a consequente síntese de ornitina e guanidinoacetato. Este último é transportado ao fígado, onde recebe um grupo metil encontrado como S-adenosilmetionina (SAMe) e, finalmente, a creatina é sintetizada.

Após este processo, a creatina é transportada para as células via proteína transportadora de creatina. Grande parte do estoque de creatina está presente no músculo esquelético, onde desempenha função de manutenção dos níveis intracelulares de adenosina trifosfato (ATP), um composto importante para o metabolismo energético.

Diversos estudos sobre o uso de creatina como recurso ergogênico têm sido realizado nos últimos anos, com resultados bastante significativos. 

- Koçak e Karli (2013) verificaram que a administração de creatina promoveu efeito ergogênico, por melhorar a capacidade anaeróbica de 20 lutadores de elite. 

- Ormsbee et al. (2012) obtiveram resultados positivos em relação à percepção do esforço durante o treino, com melhora na capacidade anaeróbica e composição corporal (aumento de massa magra) em homens treinados em exercícios resistidos. 

- Claudino et al. (2014) identificaram prevenção no decréscimo de massa muscular nos membros inferiores de jogadores de futebol, no período pré-competição.

Para a população idosa, um grupo vulnerável em critérios de composição corporal, a administração de creatina combinada a exercícios resistidos pode ser interessante. Estudos mostraram aumento da função muscular em testes de força e prevenção na redução do percentual de massa magra.

Um dos primeiros achados fisiológicos atribuídos à suplementação de creatina foi o aumento no volume total de água corporal. Por muito tempo, creditou-se apenas à retenção hídrica o notório ganho de massa magra e peso corporal decorrentes desse suplemento. Recentemente, contudo, sabe-se que essa mudanças no conteúdos intracelulares de água podem influenciar a tradução de proteínas contráteis. Existem evidências recentes de que a creatina pode efetivamente influenciar a expressão gênica e eficiência da tradução de proteínas relacionadas à hipertrofia, além da proliferação e ativação de células satélites.

Os benefícios da creatina não devem ser apenas considerados em exercícios resistidos. Com relação a atividades de endurance, Oliver et al. (2013) verificaram redução nas concentrações de lactato, um composto acidificante que é correlacionada com queda do rendimento durante o exercício. Esta ação tamponante da creatina também foi encontrada por Barber et al. (2013) com aumento da capacidade aeróbia dos indivíduos em exercícios intermitentes de alta intensidade.

Ainda, a literatura apresenta resultados interessantes sobre a ação antioxidante da creatina, com possível modulação do sistema antioxidante não enzimático, porém ainda há poucas evidências sobre esta ação.

Não existem evidências científicas que embasam que a suplementação de creatina em doses preconizadas, prejudique a função renal em sujeitos saudáveis. Tanto que em 2010, a creatina foi liberada para venda no Brasil pela ANVISA. De qualquer maneira, o uso de qualquer suplemento esportivo deve ser prescrito e orientado por um profissional especializado, ou seja, o nutricionista esportivo, que irá avaliar a real necessidade e benefício ao atleta, e de que forma utilizá-lo.


FONTE:

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